Como os deslocamentos a pé podem ajudar a combater a crise climática que vivemos?

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Projeto Como Anda no Dia do Profissional do Clima!

Como os deslocamentos a pé podem ajudar a combater a crise climática que vivemos? E como podemos aproveitar esta oportunidade para construir um modelo de cidade mais amigo do caminhar e das pessoas?

O caminhar proporciona que diversas sensações façam parte da nossa vida — e todos os espaços, pessoas, relações que escolhemos como parte do trajeto venham junto. Cidades que oferecem condições que convidam a caminhar, além de permitirem a vivência das experiências e sensações que este ato nos permite sentir, também tem maiores possibilidades de produzir melhores indicadores de qualidade de vida relacionados à saúde, segurança, economia, educação e enfrentamento da crise climática.

Estima-se que 40% dos brasileiros se deslocam exclusivamente a pé diariamente e 28% em transporte coletivo (ANTP, 2017), mas veículos motorizados individuais ocupam mais de 80% do sistema viário em cidades como São Paulo/SP (IEMA, 2017). Em 2018, cerca de 30 mil pessoas morreram no trânsito, sendo mais de 6 mil pedestres (Ministério da Saúde, 2018). Apesar do arcabouço legal brasileiro evidenciar a prioridade ao pedestre e a rede de mobilidade a pé, são tímidos os avanços diante das mudanças necessárias.

No setor de energia, as emissões anuais de gases do efeito estufa relativas ao transporte representam 48% do total, ou seja, 209 milhões de toneladas emitidas em 2016 distribuídas igualmente entre transportes de carga e passageiros (SEEG, 2018). A qualificação da rede para viagens a pé e mudança de modos motorizados para modos ativos tem potencial para mitigar emissões (Wright e Fulton, 2005).

É urgente discutirmos soluções que unam as pautas da mobilidade ativa e sustentável com mudanças climáticas como uma das alternativas para preservar recursos naturais e também para valorizar esse meio de deslocamento que é o mais econômico, saudável e de menor impacto ambiental de se deslocar pelos espaços. As cidades já têm, e terão cada vez mais, um papel fundamental no combate a crise climática.

Essa é uma oportunidade de dar ainda mais visibilidade ao tema e abordar as pautas correlatas em conjunto, como meio ambiente, educação, saúde e qualidade de vida, para que os movimentos de cada eixo sejam fortalecidos através da exposição de iniciativas que tratam dessas questões e exploram soluções para cidades sustentáveis de diversas formas.

Nessa apresentação, buscamos abordar as ações que a sociedade civil organizada desenvolve de forma integrada e colaborativa com diversos grupos de atores, como a publicação Andar a pé eu vou: caminhos para a defesa da causa no Brasil, Manifesto por cidades para pessoas a pé (http://comoanda.org.br/explore/biblio...), campanhas de incidência nas eleições e de pressão social (https://inimigoinvisivel.org.br/ e https://mobilidadenaseleicoes.org.br/) e como essas ações são desenvolvidas e avaliadas por uma diversidade de atores, que é fundamental para estudarmos soluções ambientalmente amigáveis. Experiências de diferentes áreas do conhecimento também jogam luz a essa pluralidade de indivíduos, grupos e organizações que defendem o caminhar nas cidades brasileiras.

Confira o vídeo completo: https://www.youtube.com/watch?v=7XNkHn2S06Y&t=205s

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